Muito obrigada, papai!
Hoje ganhei mais um prêmio de reconhecimento de trabalho. Tenho mantido boa média, 6 prêmios em 6 semestres. Só que hoje, mais do que em outras vezes, refleti muito e resolvi dedicar o mérito do prêmio sobretudo aos meus pais, que nos deram toda a educação e a formação ética e profissional, e principalmente meu pai com quem trabalhei desde os 4 ou 5 anos de idade, vendo-o na lida árdua, diária, sob chuva, sob vento, minhas memórias são sempre as de vê-lo dar a vida pra nos dar do melhor. Eu ia junto com ele para a feira, aos finais de semana, subia num
caixote de madeira e me encarregava da cobrança, de dar o troco. Aos 5 ou 6 anos de idade, eu sabia dar troco para qualquer valor, num tempo e numa circunstância em que não utilizávamos computador, caixa registradora, e nem calculadora. Tudo na raça. Ao mesmo tempo, via como ele treinava seus funcionários e exigia deles o máximo de dedicação, ele sempre muito crítico. Como eu queria agradá-lo, eu também me mostrava o mais dedicada possível, para ser a melhor funcionária de meu pai.
Devo fazer um parênteses (num parágrafo), contando que na semana passada, no feriado de Veteran´s Day, tomei um ônibus em Santo André, indo para a Av. Paulista, e o motorista me reconheceu dizendo meu nome. Logo reparei nele e lembrei-me que foi um dos funcionários que mais tempo trabalhou para o meu pai. Ele ficou tão entusiasmado em me encontrar, e logo disparou: - Queria que você dissesse ao seu pai e à sua mãe, que eles foram os meus melhores patrões. Eu era jovem, não tinha juízo, não era conhecido deles, mas eles confiaram em mim, e eu digo isso porque sou negro e só eu sei como era difícil arranjar emprego por ser negro, e no entanto seus pais confiaram em mim, me ensinaram a trabalhar, por muitos anos ficava encarregado de tantas coisas na ausência momentânea de algum deles.
E hoje posso afirmar que tenho orgulho de ser quem sou, que sou excelente e honrado trabalhador, e tudo isso graças aos ensinamentos que seu pai e sua mãe me deram quando fui funcionário deles." Isso encheu meu coração de orgulho. Pedi-lhe para registrar o reencontro com uma foto dele, para que eu pudesse mostrar aos meus pais. Hoje em dia, o Jair já é um senhor de 50 e poucos anos de idade. Pai de família, avô, trabalhador honrado. Fiquei feliz por ele ter me falado aquelas coisas sobre o meu pai.
Meu pai sempre teve mãos de ferro para nos orientar. Tudo nos trilhos. Estudos em primeiro lugar. Trabalho é coisa para se fazer sempre o melhor, com ética e honestidade, também dedicação integral.
Nunca achei ruim, muito pelo contrário, eu sempre soube que estava recebendo o melhor dele.
Hoje quando subi naquele tablado pensei no meu pai. Obrigada, pai!
Devo fazer um parênteses (num parágrafo), contando que na semana passada, no feriado de Veteran´s Day, tomei um ônibus em Santo André, indo para a Av. Paulista, e o motorista me reconheceu dizendo meu nome. Logo reparei nele e lembrei-me que foi um dos funcionários que mais tempo trabalhou para o meu pai. Ele ficou tão entusiasmado em me encontrar, e logo disparou: - Queria que você dissesse ao seu pai e à sua mãe, que eles foram os meus melhores patrões. Eu era jovem, não tinha juízo, não era conhecido deles, mas eles confiaram em mim, e eu digo isso porque sou negro e só eu sei como era difícil arranjar emprego por ser negro, e no entanto seus pais confiaram em mim, me ensinaram a trabalhar, por muitos anos ficava encarregado de tantas coisas na ausência momentânea de algum deles.

Meu pai sempre teve mãos de ferro para nos orientar. Tudo nos trilhos. Estudos em primeiro lugar. Trabalho é coisa para se fazer sempre o melhor, com ética e honestidade, também dedicação integral.
Nunca achei ruim, muito pelo contrário, eu sempre soube que estava recebendo o melhor dele.
Hoje quando subi naquele tablado pensei no meu pai. Obrigada, pai!